Imóvel abandonado tira o sono dos moradores - 02/03/2010
Local: Manaus - AM
Fonte: A Crítica
Link: http://www.acritica.com.br/
Júlio Pedrosa
Um imóvel onde já funcionaram diversos estabelecimentos comerciais e que hoje se encontra abandonado, na avenida Mário Ypiranga Monteiro, no Adrianópolis, está tirando o sossego dos moradores das residências e edifícios do entorno. Além da falta de segurança, uma vez que o local é utilizado como abrigo por viciados e moradores de rua, o terreno oferece outro risco, por abrigar um grande criadouro em potencial do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.
O maior foco das larvas está numa piscina desativada que existe no local. A reportagem de A CRÍTICA esteve na área e constatou o problema. Além da piscina, no local encontram-se espalhadas diversas quentinhas de isopor que funcionam como reservatórios de água parada que podem estar abrigando colônias de larvas do mosquito.
Com o muro quebrado, o terreno é constantemente invadido. Sidney Coelho, que reside num edifício situado nas proximidades, disse que a situação está se tornando insuportável. “Ao longo dos últimos dois anos, estamos fazendo denúncias e ninguém toma uma providência para resolver a situação ou, pelo menos, acionar os proprietários a tomar uma atitude”, afirmou Sidney.
Proprietário de um estabelecimento comercial há 27 anos na mesma via, Sérgio Lima Franco, 41, disse que a área se torna perigosa principalmente à noite. “Circulam por aqui bandidos e viciados em drogas, tudo o que não presta”, disse, revoltado. Segundo Sidney, é comum a presença de estranhos na área, muitos se drogando ou praticando atos libidinosos.
O chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Vanderson Sampaio, informa que o procedimento, nestes casos, é básico: uma equipe da Semsa vai ao local, averigua a situação e toma as medidas cabíveis, que na verdade são paliativas. Por se tratar de um imóvel abandonado, o caso é encaminhado para a Vigilância Sanitária, que autua o proprietário para que num prazo de três dias resolva a situação. “Se estiver aberto, temos a prerrogativa garantida pelo Código Sanitário do Município de entrar e averiguar o terreno”, afirma Sampaio.
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